Anec divulga pesquisa com as instituições de ensino sobre a pandemia

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Publicado em: 5, abril/2021

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec) divulga  pesquisa que  teve como foco principal entender o cenário da educação básica, ensino superior, saúde e assistência social, em tempos de pandemia, permitindo ações mais acertadas por parte dos gestores e tomadores de decisão.

 

O levantamento foi realizado entre os dias 15 de agosto e 28 de setembro de 2020, com mais de 700 instituições participantes, entre associadas à Anec e não associadas. Todo o processo aconteceu de forma online.

 

A pesquisa foi coordenada pelas Câmaras da ANEC Nacional, e contemplou a maior parte das unidades da federação, sendo a Região Sudeste com maior número de instituições participantes.

 

Educação básica – A pesquisa com foco na educação básica teve a participação de 446 instituições. Os dados compilados mostraram que mais de 70% delas têm até mil alunos e que 76,9% foram fundadas a mais de 50 anos, uma característica presente em instituições católicas.

 

Outra informação importante é que mais da metade das participantes utilizam algum sistema de ensino, como FTD e outros. Atualmente, 56,6% também possui algum programa bilíngue ou de internacionalização.

 

No caso dos efeitos da pandemia, foi possível perceber que o ensino remoto foi adotado praticamente por todas as unidades e segmentos da educação básica, contemplando cerca de 97% das entrevistadas, o que tem sido imprescindível para a sobrevivência das escolas no período de fechamento.

 

Ensino superior – O ensino superior possui um cenário diferente da educação básica. Responderam à pesquisa 81 Instituições de Ensino Superior (IES), o que corresponde a 3% do número total de instituições do país e 98% das associadas da ANEC. As participantes estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, localizadas em capitais e regiões metropolitanas.

 

No início de 2020, 57% dessas IES não ofereciam a modalidade de Ensino a Distância (EAD) e rapidamente foi preciso se adaptarem. A resposta ao distanciamento social precisou ser imediata, junto com a agilidade na aquisição de tecnologias, mudança de planejamento e a permanência de professores capacitados.

 

Os cursos mais oferecidos são Direito, Administração e Pedagogia, o que está alinhado com  o resultado do Censo de 2019.

 

Saúde – Os hospitais participantes da pesquisa da ANEC envolveram setores público e privado, o que proporciona uma ampla visão do mercado, antes e durante a pandemia. Foram 12 estados participantes, com maior presença em São Paulo.

 

A coleta de informações mostrou que a maioria atua há mais de 15 anos na área da saúde, 80% não possuem finalidade de lucro e a maioria se identificou como médio porte.

 

Grande parte dos leitos dessas entidades foi destinada a pacientes vítimas de covid-19 e cada hospital foi buscando sua ampliação de acordo com as demandas e possibilidades. 37% dos hospitais usaram recursos próprios e não contou com auxílio público para expansão.

 

Com a pesquisa, foi possível concluir que a pandemia provocou avanços nos entrevistados e a geração de novos serviços como: teleconsulta, telemedicina, drive-thru e ainda o atendimento domiciliar.

 

Assistência Social – O grande desafio das instituições participantes foi que os usuários pudessem ter seus atendimentos garantidos durante a pandemia.

 

Mais de 84% das entrevistadas possuem mais de seis anos na área de assistência social, o que causa a percepção de acompanhamento da política pública em que requer a adequação constante das instituições. O poder público tem parcerias com 54% das respondentes e mais de 95% são filantrópicas.

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